A Poesia do futebol! 20/11/2012.


As Palmeiras caíram.
Todos viram, ninguém se importou com a natureza viva,
parasita, na natureza morta!
Ninguém se importa.
Eram Orquídeas, Samambaias, Pingo-de-ouro,
Ninhos de Passarinhos e outras espécies, raras,
nascidas dos bicos dos Passarinhos.
Ninguém se importou...
As Palmeiras não tinham vida,
mas estavam lá, firme, jamais cairiam...
Como as Palmeiras um time de futebol,
codinome Palmeiras, também caiu.
Caiu pela ganância, incapacidade e cupidez!
Grana na grama garantida da "Liberta as Dores"
Vaga garantida, Brasileiro preterido na grama garantindo a grana.
Estupidez!
Saudades do Futebol Poesia.
Cadê a poesia dos campos floridos.
Dinheiro! Em tudo que envolve dinheiro a poesia vai embora,
fica a incerteza e a esperança de que a poesia um dia volte!
Volte poesia para os bancos das praças, esqueça os bancos dos banqueiros.
Volte para os campos de várzea esqueça os campos perdidos.
Perdidos nas máfias futebolísticas, monoculturas, morro sem chapéu,
margens de rios sem matas. Matas sem poesia,  mata gente mata o chão.
O campo depende da grama, a grana depende do campo de futebol.
Nos campos e bancos das praças estão os vadios, miseráveis, sem teto,
sem terra, sem dinheiro, sem a poesia dos campos de várzeas, sem rumo!
São vidas ceifadas pela ausência da poesia perdida nos campos
de futebol, monocultura, financeiro e econômico que o tempo aniquilou...
Volte Poesia!!! Volte.